O desafio


É cada vez mais consensual que a acumulação de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, em resultado de atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, é responsável pelo agravamento das alterações climáticas que conduzem ao aquecimento global, à escassez de água e ao aumento da frequência e da gravidade de condições meteorológicas extremas.

Embora muito continue por aprender, o fenômeno base, as questões científicas e as hipóteses têm sido minuciosamente examinados e têm-se mantido firmes no âmbito de debates científicos e de uma cuidadosa avaliação de explicações alternativas. Por conseguinte, o debate começa a centrar-se em formas de reduzir o impacto humano e em formas de adaptação às mudanças que já ocorreram e às que se prevê que venham a verificar-se no futuro.

À medida que os governos continuam a adotar medidas de minimização dos impactos das alterações climáticas a nível mundial, os regulamentos relativos ao consumo de energia e às emissões de gases com efeito de estufa (GEE) dos edifícios tornam-se mais rigorosos. Além disso, continua a existir uma pressão ascendente significativa sobre as reservas de combustíveis fósseis a nível mundial, o que contribuirá para o aumento do custo da energia a longo prazo e para uma volatilidade crescente nos mercados globais do petróleo e do gás. Consequentemente, é provável que no futuro os edifícios com um elevado consumo de energia e elevadas emissões de carbono se tornem menos apelativos para os investidores e ocupantes. Pelo contrário, os ativos mais ecoeficientes e com menos emissões de carbono, que geram a sua própria energia no local a partir de fontes renováveis manterão provavelmente o seu valor a longo prazo.

A nossa estratégia


Face ao exposto, a abordagem da Sonae Sierra tem duas vertentes: por um lado, implementámos inúmeras iniciativas e estamos presentemente a desenvolver e a estudar novas formas de melhorar a nossa eficiência energética e o nosso consumo de energia, com vista a minimizar a nossa contribuição para as alterações climáticas e para o aquecimento global; por outro lado, procuramos apostar em prioridades específicas de adaptação às alterações climáticas para cada atividade de negócio.

Em 2006, desenvolvemos uma estratégia relativa às alterações climáticas com vista à redução das nossas emissões diretas e indiretas de GEE. Esta estratégia abrange os âmbitos 1 e 2 e as viagens de negócios em avião (parte do âmbito 3), de acordo com as diretrizes do protocolo de GEE desenvolvido pelo World Resources Institute e pelo World Business Council for Sustainable Development. Aumentar a eficiência energética das nossas atividades – e em particular dos nossos edifícios – constitui uma das principais estratégias que nos permitirão atingir o nosso objetivo de redução das emissões de GEE.

No seguimento de um estudo realizado em 2013 destinado a analisar o business case para uma adaptação às alterações climáticas, estão em curso várias medidas de adaptação. Estas incluem, por exemplo, a integração dos procedimentos de adaptação ao risco de alterações climáticas nos nossos atuais processos de gestão do risco e a atualização da nossa lista de aquisições de forma a assegurar a avaliação dos principais riscos relacionados com fenómenos meteorológicos.

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nossos objetivos a longo prazo



  • Atingir uma redução de 85% das emissões de GEE por m² de ABL até 2020, em comparação com o nível de 2005 (âmbitos 1 e 2 do Protocolo GEE e viagens de negócio em avião, incluindo os escritórios da empresa);

  • Alcançar um consumo de eletricidade máximo de 400 KWh/m2 (shopping center e instalações sanitárias) até 2020;

  • Formular e implementar uma estratégia de adaptação às alterações climáticas a longo prazo, que abranja o investimento, a promoção, a gestão e as atividades empresariais, até 2020;


O nosso desempenho (31 de Dezembro de 2014)




Gráfico_Energia e Clima_1



Gráfico_Energia e Clima_2



Para ver o histórico do nosso desempenho e outros indicadores de desempenho relativos a Energia e Clima, clique aqui.

Para exemplos das nossas iniciativas relativas a Energia e Clima, consulte os Casos de Estudo.

Nota: Na sessão “Sustentabilidade” todas as informações são globais e referem-se à Sonae Sierra e seus shopping centers nos vários países onde atua, incluindo o Brasil.